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Serra de Fita Horizontal: ComoEscolher

Se a sua produção ainda começa com um policorte jogando faísca e um operador medindo “no olho” depois do corte, você está pagando caro por isso — só que a conta não aparece em lugar nenhum. Ela está diluída no material que vira rebarba, no tempo de rebarbação, no disco que acaba toda semana e na peça que volta do cliente fora de esquadro.

A serra de fita horizontal é a máquina que elimina esse vazamento. Este guia mostra os critérios que realmente importam na hora de escolher — e onde a maioria das empresas erra.

O que é uma serra de fita horizontal (e por que ela substitui o disco abrasivo)

A serra de fita horizontal corta metal com uma lâmina contínua em forma de fita, que gira entre dois volantes enquanto o arco desce sobre a peça fixada na morsa. O corte é por arranque de cavaco, não por abrasão.

Isso muda três coisas na prática:

  • Menos perda de material. A espessura de corte de uma fita fica na casa de décimos de milímetro. Um disco abrasivo come muito mais a cada corte. Em produção seriada, essa diferença vira barra inteira no fim do mês.
  • Peça sai fria e sem rebarba pesada. Sem aquecimento por atrito, não há alteração de têmpera na região do corte nem aquele aro azulado que exige usinagem posterior.
  • Repetibilidade. Com batente regulado, o operador corta 200 peças no mesmo comprimento sem conferir uma a uma.

Para quem trabalha com corte de barras de aço, tubos, perfis, cantoneiras e eixos maciços, a troca costuma se pagar em poucos meses.

Os 5 critérios que definem a escolha

1. Capacidade de corte — olhe o 45°, não só o 90°

Todo fabricante divulga a capacidade máxima a 90°. O número que separa uma máquina útil de uma máquina limitada é o corte a 45°, porque é ali que a maioria das aplicações de estrutura metálica vive.

Regra prática: dimensione pela maior peça que você corta hoje, com 20% de folga. Máquina apertada no limite trabalha forçada, come fita e perde esquadro.

2. Velocidade da fita (m/min) — quanto mais duro o material, mais devagar

Esse é o erro número um no chão de fábrica: operador coloca tudo na velocidade máxima achando que produz mais, e queima fita atrás de fita.

A lógica é inversa. Material mais duro exige velocidade mais baixa para o dente ter tempo de formar o cavaco:

  • Aços-liga, inox e materiais endurecidos → faixa baixa de velocidade
  • Aço carbono comum → faixa intermediária
  • Alumínio, latão, bronze e plásticos técnicos → faixa alta

Por isso uma máquina com três ou quatro velocidades é mais versátil que uma de velocidade única. Se a sua oficina corta materiais variados, isso não é luxo — é economia direta em consumo de fita.

3. Sistema de refrigeração — opcional em bancada, obrigatório em produção

O fluido de corte não serve só para esfriar. Ele lubrifica o dente, arrasta o cavaco para fora do canal e reduz drasticamente o desgaste da fita.

Em uma serra de bancada para corte esporádico, dá para viver sem. Em produção contínua ou corte de inox, trabalhar a seco é jogar fita fora. Verifique se o modelo já vem com bomba integrada e mangueira direcionável — adaptar depois quase nunca fica bom.

4. Potência e tensão elétrica — confira a rede antes de comprar

Parece óbvio e continua sendo o motivo de máquina parada no pátio esperando eletricista.

Antes de fechar o pedido, confirme:

  • A tensão disponível na sua rede (220V, 380V ou 440V)
  • Se é monofásica ou trifásica
  • Se o quadro suporta a corrente de partida do motor

Máquinas de bancada costumam rodar em 220V monofásico. Modelos de maior porte geralmente pedem trifásico.

5. Segurança e NR-12 — não é burocracia, é passivo

A NR-12 exige proteções fixas e móveis nas zonas de risco, dispositivo de parada de emergência acessível e comando que não permita partida acidental. Uma serra de fita horizontal fora de conformidade é:

  • Auto de infração em fiscalização
  • Problema no seguro em caso de acidente
  • Responsabilidade civil direta do empregador

Comprar máquina já adequada sai muito mais barato que adequar depois. Vale a mesma lógica que explicamos na adequação de torno mecânico à NR-12.

Serra de fita horizontal ou policorte: qual compensa

CritérioSerra de fita horizontalPolicorte (disco abrasivo)
Perda de material por corteBaixaAlta
AcabamentoLimpo, pouca rebarbaRebarba e aresta queimada
Aquecimento da peçaMínimoAlto
Custo do consumível por corteBaixo (fita dura centenas de cortes)Alto (disco se consome rápido)
Ruído, faísca e particuladoBaixoAlto
Investimento inicialMaiorMenor
Melhor paraProdução seriada, peças com tolerânciaCorte eventual, obra, campo

O policorte tem lugar. Ele só não deveria ser a máquina principal de quem corta metal todos os dias.

Modelos Atlasmaq: SFA-100 e SFA-230

A linha de serras de fita horizontais da Atlasmaq foi montada em dois degraus bem definidos.

SFA-100 — bancada, para oficina e corte de menor porte

  • Capacidade a 90°: 100 mm em barra redonda
  • Três velocidades de fita: 24 / 36 / 61 m/min
  • Motor: 0,5 CV, 220V
  • Sistema: pistão hidráulico com válvula reguladora de fluxo para controle da descida do arco

Indicada para serralherias, manutenção e oficinas que cortam com frequência moderada e não precisam de refrigeração.

SFA-230 — produção, para volume e material variado

  • Capacidade a 90°: 170 mm em barra redonda
  • Quatro velocidades de fita: 41 / 49 / 69 / 120 m/min — cobre desde inox até alumínio
  • Motor: 1 CV, disponível em 220V / 380V / 440V
  • Sistema de refrigeração: integrado com bomba e mangueira
  • Sistema de transmissão: de fácil acesso para troca de velocidades
  • Painel de comando: simples, com botão de emergência dentro da NR-12

Indicada para metalúrgicas, indústrias e empresas com corte contínuo.

Itens de série nos dois modelos: pistão hidráulico com válvula reguladora de fluxo e escova de aço circular para limpeza da fita e remoção de cavaco.

Ver especificações completas e tabela comparativa →

Quatro erros que encurtam a vida da fita (e do seu orçamento)

1. Amaciamento pulado

Fita nova precisa dos primeiros cortes com avanço reduzido para assentar o fio dos dentes. Pular essa etapa pode cortar a vida útil da fita pela metade.

2. Passo de dente errado

Regra de ouro: sempre no mínimo 3 dentes em contato com a peça. Poucos dentes arrancam o dente; dentes demais em material grosso entopem o canal de cavaco.

3. Peça mal fixada

Vibração na morsa é a causa mais comum de corte torto e quebra de fita. Aperte e confira.

4. Máquina desalinhada

Guias e volantes fora de alinhamento fazem a fita “puxar” para um lado. Se o corte está saindo em rampa, o problema é a máquina, não a fita.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre serra de fita horizontal e vertical?

Na horizontal, a peça fica parada na morsa e o arco com a fita desce sobre ela — ideal para cortar barras, tubos e perfis no comprimento. Na vertical, a fita fica fixa e o operador movimenta a peça sobre a mesa — usada para recortes e contornos em chapa.

Serra de fita horizontal corta inox?

Corta. O segredo está em usar velocidade de fita baixa, fita bimetálica adequada e refrigeração. Inox cortado a seco e em alta velocidade encrua e destrói a fita.

Qual serra de fita escolher para uma oficina pequena?

Se o corte é esporádico e as peças ficam abaixo de 100 mm, um modelo de bancada 220V resolve. Se há volume diário ou material variado, o modelo com refrigeração e múltiplas velocidades se paga rápido.

Qual o preço de uma serra de fita horizontal?

O valor varia conforme capacidade de corte, potência e presença de refrigeração. A Atlasmaq trabalha com pronta entrega, financiamento em até 36x direto com a fábrica e aceita máquina usada como parte do pagamento. Fale com um especialista para receber a proposta do modelo adequado à sua aplicação.

A máquina atende à NR-12?

Os modelos Atlasmaq saem com painel de comando e botão de emergência dentro dos requisitos da NR-12.

Precisão no corte. Economia na produção.

A escolha certa de serra de fita horizontal não é a máquina mais barata nem a mais potente — é a que corta o seu material, no seu volume, com a fita durando o que deveria durar.

A Atlasmaq atende todo o Brasil com assistência técnica nacional, entrega técnica (presencial ou por vídeo) e garantia de 1 ano.

Fale com um especialista Atlasmaq e receba a indicação do modelo certo para a sua produção →

Atlasmaq — Rua Piratininga, 607, Brás, São Paulo/SP. Atender bem para atender sempre.

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